Como escolher a seção de cabo ideal para alimentar eficientemente sua bomba de piscina

Uma bomba de filtragem que desarma no meio do verão, um cabo morno ao toque após algumas horas de funcionamento: encontramos essas situações em instalações onde a seção do cabo foi escolhida de forma leviana. O problema quase nunca vem da bomba em si, mas do fio que a alimenta. Dimensionar corretamente esse cabo é proteger o motor, evitar perdas de energia e respeitar a norma NF C 15-100.

Queda de tensão em longas distâncias: a armadilha das salas técnicas distantes

No papel, conectar uma sala técnica localizada a poucos metros do quadro elétrico não apresenta dificuldades. A realidade no terreno é diferente: muitas piscinas são instaladas no fundo do jardim, com distâncias de cabo que facilmente ultrapassam a trinta metros.

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Quanto mais longo o cabo, maior a resistência do condutor, o que provoca uma queda de tensão. O motor da bomba recebe então uma tensão inferior à sua tensão nominal. Ele compensa puxando mais corrente, o que aquece o cabo e reduz a vida útil do motor.

Para aprofundar a questão da seção do cabo de alimentação de piscina eficiente, deve-se considerar que a norma impõe manter a queda de tensão abaixo de um limite aceitável (geralmente em torno de 3% no final da linha para um circuito terminal). Concretamente, além de 25 metros, muitas vezes é necessário passar para a seção superior em relação ao que a única intensidade nominal exigiria.

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Comparação de diferentes seções de cabos elétricos para bomba de piscina colocados sobre uma bancada com suas seções descascadas

Exemplo de raciocínio no terreno

Temos uma bomba de filtragem monofásica que consome alguns amperes sob 230 V, e a sala técnica está a 40 metros do quadro. Se nos contentarmos com a seção mínima prevista para a intensidade, a queda de tensão ultrapassa o limite tolerado. Passar de uma seção de 2,5 mm² para 4 mm², ou até 6 mm², traz a queda de tensão dentro dos limites.

Os retornos variam nesse ponto: alguns eletricistas aumentam sistematicamente a seção assim que a distância ultrapassa 20 metros, outros calculam o mais precisamente possível. A margem de segurança continua sendo preferível quando se enterra um cabo que não será desenterrado tão cedo.

Seção do cabo e proteção no quadro: o duo que não deve ser dissociado

Escolher a seção correta sem adaptar a proteção diferencial e o disjuntor associado não faz sentido. Ambos devem ser dimensionados juntos.

  • O disjuntor deve ser calibrado de acordo com a intensidade máxima do motor, não apenas com sua potência nominal (a corrente de partida de uma bomba pode ser várias vezes superior à corrente nominal).
  • Um diferencial de 30 mA do tipo A ou AC é obrigatório no circuito da piscina de acordo com a NF C 15-100, pois trabalhamos em proximidade imediata da água.
  • A seção do cabo deve ser compatível com o calibre do disjuntor: um cabo de 2,5 mm² deve ser protegido por um disjuntor de no máximo 20 A, um cabo de 6 mm² suporta um disjuntor de até 32 A.

Negligenciar essa coerência expõe a dois riscos: um disjuntor que desarma sem razão aparente (subdimensionado em relação às chamadas de corrente) ou, pior, um cabo que aquece porque o disjuntor é muito grande para a seção instalada.

Cabo rígido enterrado ou cabo flexível aparente: qual tipo para o circuito da piscina

A escolha do tipo de cabo depende do percurso entre o quadro e a sala técnica. Duas configurações são comuns na maioria das instalações.

Percurso enterrado no jardim

Para um cabo que passa em vala, utiliza-se um cabo do tipo R2V (rígido, com isolamento em PVC). Ele é instalado em tubo TPC (tubo corrugado vermelho ou preto) enterrado a uma profundidade mínima de 50 cm sob uma área não trafegável. Este cabo resiste bem à umidade do solo e oferece uma boa durabilidade.

Os cabos armados (tipo AR2V) começam a ser recomendados em alguns guias técnicos recentes para ambientes de piscina, graças à sua proteção mecânica e química reforçada. Seu custo adicional permanece moderado em relação ao comprimento total do circuito.

Percurso aparente na sala técnica

Dentro da sala, um cabo flexível do tipo H07RN-F é adequado para a conexão final da bomba. Este cabo suporta as vibrações do motor e resiste à umidade ambiente. Ele deve ser passado em uma canaleta ou um caminho de cabos fixado na parede, nunca colocado no chão em uma área suscetível a inundações.

Mulher consultando um esquema elétrico e uma tabela de cálculo de seção de cabo para a instalação de uma bomba de piscina

Bomba de velocidade variável: um dimensionamento que muda o jogo

As bombas de velocidade variável equipadas com variadores eletrônicos estão se tornando comuns. Elas reduzem o consumo de energia, mas seu comportamento elétrico difere de uma bomba clássica.

Um variador de velocidade gera harmônicos na rede, o que pode provocar um aquecimento adicional do cabo. A corrente medida em regime permanente é mais baixa do que com uma bomba de velocidade única, mas os picos de corrente transitórios às vezes são mais acentuados.

No terreno, observa-se que a seção calculada para uma bomba clássica de mesma potência geralmente é adequada, desde que não tenha sido puxada ao mínimo. Se o cabo já é longo, é melhor prever uma seção ligeiramente superior para absorver essas tensões sem margem de risco.

O disjuntor associado também deve ser compatível com as características do variador. Alguns fabricantes de bombas recomendam um disjuntor curva D (em vez de curva C) para suportar as chamadas de corrente sem disparos indesejados.

Verificações antes da energização do circuito da piscina

Antes de fechar o quadro e ligar a bomba, algumas verificações são necessárias:

  • Verificar a continuidade do condutor de terra em toda a extensão, do quadro até o terminal de terra da bomba.
  • Assegurar que o cabo não sofreu nenhum dano durante a colocação em vala (uma simples pedra pontiaguda é suficiente para cortar a capa).
  • Controlar o aperto das conexões no quadro e no borne da bomba: um contato mal apertado provoca um aquecimento localizado, a principal causa de incêndio em circuitos de potência.
  • Medir o isolamento do cabo com um megômetro se a extensão ultrapassar algumas dezenas de metros.

Um circuito de piscina bem dimensionado e corretamente instalado não requer praticamente nenhuma manutenção. O cabo enterrado durará tanto quanto a própria piscina, desde que tenha sido selecionado com a seção correta desde o início e protegido por um disjuntor adequado à configuração real da instalação.

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